Crédito: Samuel T. Fabian et al., 2026
Sabe-se que as libélulas machos se envolvem em “lutas aéreas” no ar para defender seu território de reprodução, usando manobras diferentes daquelas que empregam quando caçam presas. UM novo artigo publicado no Journal of the Royal Society Interface concluiu que regras relativamente simples orientam esse comportamento, nomeadamente que as libélulas machos estão tentando manter uma posição tática. Isto reflete as táticas dos pilotos de caça humanos. A pesquisa poderia levar ao desenvolvimento de drones mais inteligentes, capazes de navegar com orientação simples e baseada na visão, em vez de computação complexa.
As perseguições clássicas que envolvem presas ou rituais de acasalamento são assimétricas: há um caçador e um evasor, cada função exigindo manobras diferentes. No caso das interações entre homens, no entanto, trata-se mais de uma busca mútua, segundo os autores, que pensavam que o estudo das trajetórias de voo de insetos ou aves de rapina poderia produzir insights úteis sobre as leis de orientação subjacentes ao comportamento. Eles escolheram o Trithemis Aurora espécies de libélulas para estudo porque os machos são “ferozmente territoriais” e geralmente há vários machos ao redor de um determinado lago, com a intenção de defender os poleiros escolhidos. As libélulas também são vermelhas, o que as torna mais fáceis de rastrear.
Grande parte da pesquisa anterior sobre as interações das libélulas baseou-se em observações visuais ou gravações de uma única câmera. Para este estudo, os autores montaram um equipamento esterevideográfico portátil com duas câmeras sincronizadas com obturador para registrar interações de libélulas em cores e monocromáticas e, em seguida, reconstruíram 102 trajetórias de vôo emparelhadas entre machos para capturar a cinemática 3D. Eles também reconstruíram nove trajetórias de libélulas interceptando presas para fins comparativos. Isto permitiu aos autores desenvolver um modelo para as regras que regem o comportamento de voo.
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