Há cerca de 14 anos, Chrissi Kelly perdeu o olfato. Ela viajou para a República Tcheca para visitar a família e pegou um vírus. Meses depois, quando ainda não conseguia cheirar, ela procurou médicos, incluindo seu clínico geral e um especialista em ouvido, nariz e garganta, tentando encontrar respostas.
Ela foi diagnosticada com anosmia (perda de olfato) e, como muitos pacientes com essa condição, foi informada que teria que aprender a conviver com isso. Mas para ela, a perda foi catastrófica. “Depois de cerca de seis meses de perda total, eu estava apenas escalando as paredes e não me sentia mais eu mesma”, diz ela.
Os pesquisadores estimam que até 22 por cento da população vive com deficiências de olfatocomo hiposmia (perda parcial do olfato) ou anosmia (perda total do olfato). E muitos outros convivem com distúrbios do olfato, como fantosmia, em que uma pessoa capta cheiros fantasmas, ou parosmia, onde aromas tipicamente agradáveis, como café ou xampu, começam a ser registrados como altamente desagradáveis (pense em fezes ou vômito). No entanto, as condições têm sido mal compreendidas, subdiagnosticadas e muitas vezes minimizadas pelos médicos.
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