Em uma tarde ensolarada em Jiangsu, na China, Xin Yin está bancando o personal trainer de alguns ratos. Um por um, ele coloca os roedores em uma esteira em miniatura que começa devagar e acelera gradualmente. Esses irmãos de ninhada nascem atletas, capazes de correr mais longe com menos acúmulo de ácido láctico do que a média dos ratos de laboratório.
O segredo da sua rapidez não está nos seus genes – os animais provêm do mesmo conjunto genético de um grupo de ratos de controlo. E eles não receberam nenhum treinamento especial. Em vez disso, a sua boa forma parece resultar dos hábitos de exercício do pai antes mesmo de serem concebidos. É uma descoberta que sugere que correr pode beneficiar não apenas o praticante, mas também seus filhos ainda não nascidos.
“Fiquei muito surpreso quando vi os dados pela primeira vez”, diz Yin, bioquímico da Universidade de Nanjing.
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