Compreender a origem da vida requer abordar uma série de questões científicas sobrepostas. Fizemos muito progresso na explicação de como substâncias químicas simples presentes na Terra primitiva construíram as moléculas complexas usadas pela vida e como algumas dessas substâncias químicas construíram as primeiras moléculas genéticas/catalíticas. Mas estamos muito mais longe de compreender um enigma fundamental: como é que as membranas acabaram por envolver as primeiras células?
É relativamente fácil formar membranas espontaneamente na água, e elas envolvem qualquer coisa dissolvida nessa água, incluindo ácidos nucléicos. Mas as membranas então separam seu interior de todo o resto da solução. Quaisquer reações químicas interessantes contidas ali consumiriam as matérias-primas e parariam.
Agora, um laboratório da Universidade de Minnesota anunciou que desenvolveu um sistema simplificado no qual uma membrana envolve algum material genético, mas pode importar continuamente novos materiais que lhe são fornecidos. O sistema também se divide espontaneamente, produzindo algumas gerações de “descendentes” antes que as coisas comecem a falhar. Ainda depende extremamente da intervenção humana, mas pode fornecer um novo caminho para explorar questões sobre a origem da vida e como seria uma forma de vida verdadeiramente minimalista.
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