CUPERTINO, Califórnia – A Apple anunciou no início deste ano que sua atualização Siri, há muito adiada, anunciada esta semana como “Siri AI”, usaria os modelos de linguagem Gemini do Google. O que a empresa confirmou ontem em sua Worldwide Developers Conference foi que ele também rodava em hardware Nvidia instalado em servidores do Google. Mas a empresa ainda faz as mesmas promessas de privacidade de antes, quando todos os seus modelos de IA eram executados localmente em seus dispositivos ou em hardware de servidor controlado pela Apple.
Durante anos, a Apple elogiou a privacidade do usuário como um dos principais benefícios do uso de suas plataformas. Seus serviços em nuvem usam criptografia com o objetivo de impedir que outras pessoas – incluindo funcionários da Apple – tenham acesso a ele. E a empresa há muito anuncia o uso de processamento no dispositivo para coisas como digitalização de imagens, evitando que o máximo de dados possível saia do dispositivo.
Mas com a Apple Intelligence, a Apple esbarrou nos limites do seu próprio hardware. Os tipos de modelos de linguagem e raciocínio que podem ser executados localmente em um iPhone ou Mac são relativamente pequenos, limitando suas capacidades e precisão. da maçã Computação em nuvem privada o sistema era uma solução parcial, mas dependia do hardware de servidor da própria Apple; para obter o tipo de capacidade necessária para suportar a Siri AI, a Apple teria que se comprometer com uma enorme construção de data center que tem até agora evitado.
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