Os neurocientistas sabem que existe uma ligação entre solidão e declínio cognitivo em idosos, embora ainda seja difícil compreender a magnitude exata da ligação. Um novo estudo longitudinal fornece evidências de que uma proporção de pessoas que se sentem solitárias acabam tendo mais problemas de memória, embora isso não signifique necessariamente que seus cérebros envelheçam mais rápido.
O relatório, publicado na revista Aging & Mental Health, mostra que os idosos com níveis mais elevados de solidão tiveram pontuações mais baixas em testes de recordação imediata e tardia. Mesmo assim, a taxa de declínio da memória ao longo de seis anos foi praticamente idêntica à daqueles que não estavam sozinhos.
“Isso sugere que a solidão pode desempenhar um papel mais proeminente no estado inicial da memória do que no seu declínio progressivo”, disse Luis Carlos Venegas-Sanabria, da Faculdade de Medicina e Ciências da Saúde da Universidad del Rosario, que liderou a pesquisa. “O estudo ressalta a importância de abordar a solidão como um fator significativo no contexto do desempenho cognitivo em adultos mais velhos.”
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