Hoje passo mais tempo do que nunca interagindo com janelas de terminal, algo que não acho que Past Me teria acreditado no início dos anos 90. Naquela época, o pobre MS-DOS era o bode expiatório da indústria e, pelo menos do lado do consumidor, ambientes gráficos como o Windows (e talvez até criaturas mais estranhas como o AmigaOS) pareciam prestes a carimbar a linha de comando no esquecimento, deixando as interfaces de texto para trás enquanto todos nós íamos para o futuro ooey-GUI.
Acontece que a linha de comando ainda é a melhor ferramenta para alguns trabalhos – muitos trabalhos, na verdade. Eu li um post sábio há alguns anos (provavelmente no Slashdot) argumentando que uma interface de apontar e clicar acionada pelo mouse essencialmente reduz o usuário a apontar para algo na tela e grunhir: “FAÇA! FAÇA ISSO!” no computador. (O surgimento dos menus de contexto do botão direito adiciona a capacidade do usuário também de grunhir “MAIS COISAS!”, mas de outra forma não adiciona vocabulário.)
A linha de comando, por outro lado, dá ao usuário a oportunidade de dizer com precisão ao computador o que deseja que seja feito, usando palavras em vez de uma ou duas gestalts que o computador deve interpretar com base no contexto.
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